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sexta-feira, 1 de junho de 2012

História de um Prisioneiro



Conta-se que um homem foi aprisionado e conduzido para um cárcere em local totalmente desconhecido. Lá, o único ruído que aquele homem ouvia era o da porta, que um carcereiro abria para lhe entregar as refeições. Este carcereiro, por sinal, só aparecia nesta ocasião.

O pobre homem lá permaneceu por anos a fio, solitário, sem alguém com quem pudesse trocar uma palavra, sem noção de tempo, sem notícia, sem informação alguma.

Um dia, apoiando-se na porta, ouviu um rangido que só ouvia com a chegada do carcereiro. Qual não foi o seu espanto, quando observou que a porta se abria! Aquela porta, na verdade, jamais fora trancada, não tinha sequer fechadura. Como ele acreditava que estava trancada, para ele, ela estava e esteve de fato durante todos aqueles anos, por que nunca tentara abrí-la.

Assim somos nós. Permanecemos prisioneiros em celas e calabouços sombrios que só existem em nossa mente condicionada por preconceitos, idéias e opiniões, que permitimos nos conduzam a estas prisões, cujas portas jamais estarão trancadas. Basta acreditar e abrí-las.

Não podemos nunca perder de vista que a nossa mente é a chave que nos permite evadir de todas as prisões que a sociedade possa nos impingir e que nos possibilita penetrar mundos que a nós, da terceira idade ou da melhor idade, nos parecem proibidos ou não foram ainda por nós descobertos!


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