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sexta-feira, 1 de junho de 2012

História de um Prisioneiro



Conta-se que um homem foi aprisionado e conduzido para um cárcere em local totalmente desconhecido. Lá, o único ruído que aquele homem ouvia era o da porta, que um carcereiro abria para lhe entregar as refeições. Este carcereiro, por sinal, só aparecia nesta ocasião.

O pobre homem lá permaneceu por anos a fio, solitário, sem alguém com quem pudesse trocar uma palavra, sem noção de tempo, sem notícia, sem informação alguma.

Um dia, apoiando-se na porta, ouviu um rangido que só ouvia com a chegada do carcereiro. Qual não foi o seu espanto, quando observou que a porta se abria! Aquela porta, na verdade, jamais fora trancada, não tinha sequer fechadura. Como ele acreditava que estava trancada, para ele, ela estava e esteve de fato durante todos aqueles anos, por que nunca tentara abrí-la.

Assim somos nós. Permanecemos prisioneiros em celas e calabouços sombrios que só existem em nossa mente condicionada por preconceitos, idéias e opiniões, que permitimos nos conduzam a estas prisões, cujas portas jamais estarão trancadas. Basta acreditar e abrí-las.

Não podemos nunca perder de vista que a nossa mente é a chave que nos permite evadir de todas as prisões que a sociedade possa nos impingir e que nos possibilita penetrar mundos que a nós, da terceira idade ou da melhor idade, nos parecem proibidos ou não foram ainda por nós descobertos!


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quarta-feira, 2 de março de 2011

PARADOXO X IDADE


Uma das definições de paradoxo no dicionário é: “opinião contrária à comum”. Em relação aos idosos ou pessoas da terceira idade existe uma opinião comum que é compartilhada por quase todos, inclusive pelos próprios idosos, que absorveram estes conceitos sem maiores questionamentos.
            Estes conceitos são a base de um paradigma que se construiu para definir o que é um idoso, o que o idoso pode ou não pode fazer, quais os limites que devem ser observados, o que fica bem e o que fica mal e muitos outros marcadores que delimitam o campo por onde um idoso pode circular em meio a uma sociedade hipócrita que se arvora em guardiã daqueles que contribuíram para o seus benefícios atuais.
            Este paradigma foi construído por pessoas mais jovens e tem, com certeza, também a colaboração de criaturas jovens que envelheceram e se vêem hoje, ironicamente,  presas destes preconceitos cultivados lá atrás.
            Não estamos aqui, portanto, julgando os mais jovens, mesmo porque serão as futuras vítimas de suas próprias criações, bem como dos futuros jovens que encontrarão mais à frente.
            O nosso objetivo aqui é convidar aqueles que se enquadram nesta situação à uma reflexão. Vamos quebrar esses grilhões e mostrar que podemos muito mais do que se supõe. Vamos romper com estas convenções preconceituosas e vamos à luta. Ao contrário da opinião comum, é tempo para começar o que você quiser. É tempo de fazer uma faculdade, praticar um esporte que lhe agrade, de iniciar um negócio que sempre desejou, de realizar um sonho que ainda não se viabilizou. É tempo de fazer muita coisa que você acreditava não mais poder fazer.
Saia desta prisão onde você entrou por livre e espontânea vontade e onde se trancou com a mais poderosa das chaves: a mente!
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